Olá pessoal!
O segundo tema do mês de março no Projeto Leitura Mágica 2015- foi Distopia e eu li Farenheit 451 de Ray Bradbury. Tudo foi registrado em mais uma página dupla do meu fichário.
Pra começar, Distopias, segundo definição do prefácio do livro, excelente por sinal, " são a descrição de um lugar fora da história, em que tensões e de classe estão aplacadas por meio de violência ou do controle social. Distopia é o contrário da utopia, ou uma utopia negativa".
Nunca tinha lido nenhuma Distopia e no momento da escolha do título, resolvi partir logo para um clássico, e não me arrependi.
Pense em um mundo onde os livros são proibidos e os exemplares encontrados nas casas das pessoas são queimados. Inacreditável, não é mesmo? Pois essa é a realidade criada pelo autor em um mundo futurista. Na história as casas são a prova de combustão, e os bombeiros desempenham um novo papel, deixam de apagar incêndios e passam a provocá-los. São responsáveis por queimar os livros e assim, manter a ordem.
O livro conta a história de Guy Montag, bombeiro, que depois de queimar muitos livros passa a questionar sua função e o universo dos livros.
Além da proibição dos livros, as pessoas são mantidas sob controle através de drogas e da manipulação da televisão.
Diferente da própria esposa e dos colegas bombeiros, Montag passa a pensar por si próprio e isso vai ter consequências.
" Não precisamos que nos deixem em paz. Precisamos ser realmente incomodados de vez em quando. Quanto tempo faz que você não é realmente incomodada? Por alguma coisa importante, alguma coisa real? "
Publicado em 1953, a obra revela uma forte crítica social, e ainda antecipa o papel da mídia como instrumento de manipulação e alienação. O livro tem várias citações bem críticas:
" Não precisamos que nos deixem em paz. Precisamos ser realmente incomodados de vez em quando. Quanto tempo faz que você não é realmente incomodada? Por alguma coisa importante, alguma coisa real? "
Publicado em 1953, a obra revela uma forte crítica social, e ainda antecipa o papel da mídia como instrumento de manipulação e alienação. O livro tem várias citações bem críticas:
" Ela não queria saber como uma coisa era feita , mas por quê. Isso pode ser embaraçoso. Você pergunta o porquê de muitas coisas e, se insistir, acaba se tornando muito infeliz."
"Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê-lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum.
"Encha as pessoas com dados incombustíveis, entupa-as tanto com fatos que elas se sintam empanzinadas (...) Assim, elas imaginarão que estão pensando, terão uma sensação de movimento sem sair do lugar".
" São muito poucos os que ainda querem ser rebeldes".
" Os bombeiros raramente são necessários. O próprio público deixou de ler por decisão própria". "Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê-lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum.
"Encha as pessoas com dados incombustíveis, entupa-as tanto com fatos que elas se sintam empanzinadas (...) Assim, elas imaginarão que estão pensando, terão uma sensação de movimento sem sair do lugar".
" São muito poucos os que ainda querem ser rebeldes".
Só a questão da proibição dos livros já me conquistou logo de cara. É um livro muito inteligente e com uma narrativa bem ágil. Pelas citações dá para perceber o quanto é recheado de questionamentos e crítica social.
O livro é fino e a leitura é bem rápida. É perfeito para quem não gosta de enrolação e autores excessivamente detalhista, inclusive no fim, eu queria um pouquinho mais... senti falta de descrições mais minuciosas desse mundo doido. Não consegui me sentir dentro do livro, o que creio que não era o objetivo do autor. É um livro questionador, instigante.
A edição é bem caprichada - capa linda, com orelhas, boa diagramação e páginas amarelas. Uma edição digna de um clássico!
O prefácio de Manuel da Costa Pinto é bem didático e detalhado, excelente para compreender melhor a obra e sua importância. Mas, para pessoas que não suportam spoillers, eu indico a leitura do prefácio ao final.
Adorei e indico a leitura.
Obrigada pela visita!

